Bitcoin, abreviada como BTC ou representada com o símbolo ₿, é a primeira criptomoeda descentralizada.

Como surgiu?

A ideia de moedas 100% digitais já é antiga, mas tinha um problema fundamental: pessoas com más intenções podiam gastar a mesma moeda 2 vezes. A única maneira de impedir isso era através de um intermediário centralizado, à semelhança do que acontece no mundo real.

Isto, claro, até aparecer uma persona digital, Satoshi Nakamoto, e publicar um artigo que deu a conhecer ao mundo um sistema monetário eletrónico verificado por múltiplos pares, introduzindo a descentralização.

Resumidamente: quando se faz uma transação com bitcoin, uma rede descentralizada de computadores trabalha em conjunto para a verificar, guardando-a num registo público acessível a todos (a chamada blockchain). Isto permite futuras transações com a mesma bitcoin.

A verificação de transações requer poder computacional e eletricidade, pelo que foi introduzida uma recompensa, na forma de… (sim, adivinhaste) BITCOIN! Minar bitcoins é, na realidade, a manutenção das transações em cadeia. Todas as bitcoins que existem foram minadas.

E o que é o tal de Halving?

Metadização Redução para metade é quando a recompensa por manter as transações é reduzida para metade, o que acontece aproximadamente de 4 em 4 anos

Mas isso não é tudo um esquema?

Em linhas gerais, todas as moedas em circulação são de uma forma ou outra um “esquema”. É claro, o euro tem a economia da UE como argumento e o dólar tem não só a economia dos EUA como todo o seu poderio militar. A verdade é que, para o bem ou para o mal, a bitcoin tem valor porque as pessoas acreditam que a bitcoin tem valor.

Ronda bónus: estás curioso com o japonês, não é? Quem é Satoshi Nakamoto? Bem, a única resposta válida a isso é: ninguém sabe

Artigo, adaptado, originalmente escrito na edição semanal da nauta do dia 23 de março de 2024.