As portuguesas Connect Robotics e Neuraspace foram selecionadas para integrar o DIANA, o acelerador de inovação da NATO, um feito relevante num programa que escolheu apenas 150 startups entre milhares de candidaturas dos 32 países membros. As duas empresas, ligadas ao ecossistema da Universidade do Porto via UPTEC, vão agora desenvolver tecnologias de duplo uso (civil e defesa) com acesso a financiamento, testes reais e uma rede internacional de alto nível.
O que fazem estas startups?
A Neuraspace trabalha na área espacial, com recurso a IA para permitir que satélites reajam de forma autónoma a ameaças como ciberataques ou possíveis colisões.
Já a Connect Robotics desenvolve tecnologia de logística autónoma com drones, focada em entregas de precisão em cenários complexos de missões médicas a zonas de desastre ou conflito reduzindo riscos humanos. A sua plataforma é “drone-agnostic”, ou seja, funciona com drones já existentes, sem exigir hardware novo.
O que vem a seguir?
No DIANA, cada empresa recebe 100 mil euros de investimento inicial, acesso a mais de 180 centros de teste da NATO e a possibilidade de captar até 300 mil euros adicionais. Para a Neuraspace, o programa reforça a vertente de defesa da sua tecnologia espacial, ao manter o foco comercial. A Connect Robotics pretende acelerar a expansão internacional, com entrada em mercados como Irlanda e Alemanha, e aproveitar o selo de credibilidade que vem com a NATO.
Artigo originalmente escrito no âmbito da rubrica nauta da semana para a edição de 3 de janeiro de 2026, após as notícias que partilhámos na edição de 13 de dezembro de 2025.





