O Dia Internacional da Educação é mais do que uma data no calendário, é um momento para celebrar a curiosidade e o poder transformador da aprendizagem. Ser estudante não é apenas frequentar aulas ou fazer exames, é estar numa jornada constante de descoberta.
No tempo em que vivemos, este dia ganha um novo significado. Num mundo em rápida transformação, em que o conhecimento envelhece tão depressa quanto é adquirido, ser estudante é um estado de espírito que precisa de durar para além da universidade.
Num mundo em rápida transformação, em que o conhecimento envelhece tão depressa quanto é adquirido, ser estudante é um estado de espírito que precisa de durar para além da universidade.
Ser estudante nos dias de hoje é viver no meio de um turbilhão de possibilidades e responsabilidades. Entre aulas, projetos, núcleos estudantis e eventos académicos, a rotina universitária pode revelar-se exigente, mas também abundante em oportunidades de crescimento.
Vivemos numa era em que a formação académica é apenas o ponto de partida. Mais do que acumular notas e créditos, é essencial desenvolver competências como a capacidade de pensar criticamente, de colaborar e de se adaptar. Os estudantes de 2025 não procuram apenas diplomas, procuram propósito.
A competitividade cada vez mais evidente no mundo académico e profissional transformou o que outrora foi um complemento numa exigência. As empresas procuram jovens que não se contentem com o básico, dispostos a embarcar em projetos desafiantes e inovadores. Se o foco atualmente está na inovação, não basta responder com o ordinário, é preciso ir além. É preciso ser um eterno estudante.
As empresas procuram jovens que não se contentem com o básico, dispostos a embarcar em projetos desafiantes e inovadores. Se o foco atualmente está na inovação, não basta responder com o ordinário, é preciso ir além. É preciso ser um eterno estudante.
As salas de aula tornam-se apenas num dos espaços onde o conhecimento acontece. As experiências fora do currículo, seja por meio do voluntariado, de estágios ou da participação em Júnior Empresas como a Junior Data Consulting, são, muitas vezes, as que mais ensinam sobre o mundo “real” e sobre nós próprios.
Na Junior Data Consulting, aprendi que o conhecimento ganha uma nova dimensão quando é colocado em prática. Cada desafio, cada projeto e cada cliente representam uma oportunidade não só para tornar teoria em ação, mas também para aprender conceitos, ferramentas e técnicas que dificilmente se encontram num plano comum. É um ambiente onde o feedback é uma ferramenta de evolução e onde o trabalho em equipa é verdadeiramente inspirador, um espaço que nos desafia, diariamente, a crescer como profissionais e como pessoas.
É nestas experiências que desenvolvemos competências que não cabem num plano de estudos: comunicação, liderança, resiliência, ambição e trabalho em equipa. Aprender além do plano curricular é perceber que o verdadeiro conhecimento acontece quando saímos da zona de conforto, procuramos saber além do que nos é imposto, e aplicamos a teoria à prática.
Ser um eterno estudante é compreender que o conhecimento não tem ponto final. É querer continuar, mesmo depois do diploma, a aprender com os outros, com as experiências e com o mundo. É não desistir de elevar a fasquia quando finalmente estamos num patamar confortável, mas sabemos que há mais pontos a desenvolver.
Esta mentalidade é essencial num tempo em que tudo evolui rapidamente e o conhecimento é tão acessível, muitas vezes até através de um scroll ou meia dúzia de clicks. Quem se limita ao que aprendeu na universidade fica para trás. Quem mantém a curiosidade viva, reinventa-se. Ser um eterno estudante é ter a humildade para reconhecer que nunca saberemos tudo, e a coragem para continuar a procurar respostas, mesmo quando elas mudam.
É deste talento jovem, de que tanto se fala, que o mundo realmente precisa. De jovens com ideias novas, energia e vontade de fazer diferente. De jovens que desafiem o status quo e não tenham receio de construir o futuro. Hoje, mais do que nunca, temos o poder de usar o conhecimento para gerar impacto, seja este social, económico, ou ambiental.
O Dia Internacional da Educação é, assim, um convite à reflexão.
Ser estudante é um privilégio, mas também uma missão: a de continuar a aprender, crescer e transformar.
Não somos apenas o futuro. Somos o presente em movimento.
E enquanto mantivermos viva a curiosidade, a vontade de experimentar e a paixão por aprender, seremos eternos estudantes, dentro e fora da universidade.

Constança Matos, Diretora do Departamento de Expansão e Parcerias da Junior Data Consulting.
É deste talento jovem, de que tanto se fala, que o mundo realmente precisa. De jovens com ideias novas, energia e vontade de fazer diferente. De jovens que desafiem o status quo e não tenham receio de construir o futuro.
Artigo de opinião escrito no âmbito do Dia Internacional da Educação (24 de janeiro).





